segunda-feira, 21 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
A Arte de Contar Histórias
Uma das formas mais eficazes que conheço de transmitir uma mensagem é contanto uma história. Neste pequeno vídeo Peter Guber, chairman e CEO do grupo Mandalay Entertainment explica-nos que o factor mais importante ao contar uma história é a autenticidade.
Embora a preparação seja fundamental e seja muito importante ensaiarmos a nossa apresentação, mesmo até à exaustão, quando chegar a hora da verdade, devemos esquecer-nos no guião e entregarmos-nos nós mesmos, esta é a única forma de sermos autênticos. E se não formos autênticos a mensagem não cola.
Fiquem bem,
R.
Embora a preparação seja fundamental e seja muito importante ensaiarmos a nossa apresentação, mesmo até à exaustão, quando chegar a hora da verdade, devemos esquecer-nos no guião e entregarmos-nos nós mesmos, esta é a única forma de sermos autênticos. E se não formos autênticos a mensagem não cola.
Fiquem bem,
R.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Como Ser Um Comunicador Eficaz
Na progressão da tua carreira, o que te diferencia dos teus pares não são as tuas competências técnicas, essas são relativamente fácies de adquirir e aprendem-se nas escolas. Quando uma empresa precisa de recrutar alguém com determinadas competências, o departamento de Recursos Humanos coloca um artigo no jornal, ou nos sites de emprego, pedindo alguém com uma determinada certificação ou formação, que lhes garanta que o individuo seleccionado tem as competências técnicas necessárias. Como tal, por aqui não te vais conseguir distinguir das dezenas de outros candidatos à mesma posição que têm a mesma formação ou certificação que tu tens.
Neste momento deves estar a perguntar “Se não é por aqui que me safo, então como é que o posso fazer?” A resposta é simples, aprendendo a comunicar melhor.
Há duas décadas atrás as organizações tinham tipicamente uma estrutura organizacional formal, estilo militar. Neste tipo de organização a comunicação era relativamente simples e fácil de dominar - o chefe mandava e o colaborador obedecia. Hoje em dia as organizações tornaram-se muito mais complexas, existindo quase sempre uma estrutura organizacional informal, paralela à estrutura formal. Esta estrutura informal traduz habitualmente as relações que não vêm no organograma. Trata os comportamentos pessoais e sociais que não são documentados e reconhecidos oficialmente entre os membros da organização, aparecendo inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos colaboradores (fonte: wikipedia).
Hoje em dia não basta darmos ordens, temos de saber justificar muito bem as nossas acções, e necessitamos de ter a capacidade de argumentar e defender o nosso ponto de vista, mesmo perante colaboradores que nos são subordinados. É frequente gerirmos colaboradores que são especialistas e conhecerem melhor do que nós o assunto de que estamos a falar. De todas as actividades que executo no dia-a-dia na gestão das minhas equipas, a comunicação é a mais desafiante e a mais estimulante de todas. Saber transmitir às equipas o que é necessário fazer, justificando porquê, com argumentos sólidos, e ao mesmo tempo saber ouvi-los, perceber os seus argumentos, tê-los em consideração, e dar uma resposta adequada, é sem dúvida o maior desafio que enfrento diariamente.
A capacidade de comunicação é considerada um dos principais factores na progressão da carreira de qualquer indivíduo. Nido Qubein, um dos top gurus a nível mundial na arte da comunicação, e autor dos best-sellers: How to be a Great Communicator e Stairway to Success, escreveu um artigo muito interessante, em que identifica os cinco principais factores para uma comunicação eficaz.
Deixo-te de seguida um resumo desses factores:
Também tu, se tiveres um desejo de comunicar, vais aumentar o teu vocabulário e aprender rapidamente a comunicar de forma mais clara e eficaz.
Quanto mais habilidoso te tornares a criar imagens na mente dos teus ouvintes, mais eficaz vai ser a tua comunicação.
Se tentares utilizar palavras que vão além do vocabulário das pessoas com quem estás a tentar comunicar, não estás a comunicar; estás a exibir-te.
Quando mais praticares mais fácil se vai tornar para ti comunicar com as pessoas, queres estejas apenas a falar com um indivíduo ou a falar para um grupo.
10.000 horas de prática. A comunicação não é diferente; para te tornares um grande comunicador tens de colocar lá as horas, e dar atenção aos pequenos detalhes para poderes melhorar constantemente.
Recomendo-te vivamente a leitura completa artigo do Nido: How To Be An Effective Communicator
Fica bem,
R.
P.S. Se gostas-te deste artigo subscreve as actualizações por email para não perderes os próximos.
Neste momento deves estar a perguntar “Se não é por aqui que me safo, então como é que o posso fazer?” A resposta é simples, aprendendo a comunicar melhor.
Há duas décadas atrás as organizações tinham tipicamente uma estrutura organizacional formal, estilo militar. Neste tipo de organização a comunicação era relativamente simples e fácil de dominar - o chefe mandava e o colaborador obedecia. Hoje em dia as organizações tornaram-se muito mais complexas, existindo quase sempre uma estrutura organizacional informal, paralela à estrutura formal. Esta estrutura informal traduz habitualmente as relações que não vêm no organograma. Trata os comportamentos pessoais e sociais que não são documentados e reconhecidos oficialmente entre os membros da organização, aparecendo inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos colaboradores (fonte: wikipedia).
Hoje em dia não basta darmos ordens, temos de saber justificar muito bem as nossas acções, e necessitamos de ter a capacidade de argumentar e defender o nosso ponto de vista, mesmo perante colaboradores que nos são subordinados. É frequente gerirmos colaboradores que são especialistas e conhecerem melhor do que nós o assunto de que estamos a falar. De todas as actividades que executo no dia-a-dia na gestão das minhas equipas, a comunicação é a mais desafiante e a mais estimulante de todas. Saber transmitir às equipas o que é necessário fazer, justificando porquê, com argumentos sólidos, e ao mesmo tempo saber ouvi-los, perceber os seus argumentos, tê-los em consideração, e dar uma resposta adequada, é sem dúvida o maior desafio que enfrento diariamente.
A capacidade de comunicação é considerada um dos principais factores na progressão da carreira de qualquer indivíduo. Nido Qubein, um dos top gurus a nível mundial na arte da comunicação, e autor dos best-sellers: How to be a Great Communicator e Stairway to Success, escreveu um artigo muito interessante, em que identifica os cinco principais factores para uma comunicação eficaz.
Deixo-te de seguida um resumo desses factores:
1. Desejo
As crianças têm um desejo inato de comunicar, e esse desejo permite-lhes aprender rapidamente novas palavras e alargar o seu vocabulário.Também tu, se tiveres um desejo de comunicar, vais aumentar o teu vocabulário e aprender rapidamente a comunicar de forma mais clara e eficaz.
2. Percebe o processo
Basicamente, comunicar consiste em enviar e receber mensagens. A linguagem transforma pensamentos e ideias em palavras. Se a mente conseguir transformar essas palavras em imagens, a comunicação torna-se muito mais real e muito mais significativa.Quanto mais habilidoso te tornares a criar imagens na mente dos teus ouvintes, mais eficaz vai ser a tua comunicação.
3. Domina as competências básicas
Algumas pessoas pensam que o pricipal requisito para uma boa comunicação é ter um vocabulário complexo. Embora as palavras e a gramática sejam importantes, uma obsessão pelas regras gramaticais pode na realidade prejudicar a comunicação. Algumas pessoas, na sua quimera pela perfeição gramatical, esquecem-se da regra mais importante da comunicação: tornar a mensagem clara e perceptível para os ouvintes.Se tentares utilizar palavras que vão além do vocabulário das pessoas com quem estás a tentar comunicar, não estás a comunicar; estás a exibir-te.
4. Prática
Não importa o quão bom comunicador tu achas que és, podes sempre melhorar. A única forma de melhorarmos, em tudo na vida, é praticando. Na comunicação não é diferente, para melhorares tens de praticar; para passares de bom a excelente, tens de praticar.Quando mais praticares mais fácil se vai tornar para ti comunicar com as pessoas, queres estejas apenas a falar com um indivíduo ou a falar para um grupo.
5. Paciência
Ninguém se torna um grande comunicador da noite para o dia. É preciso praticar frequentemente, e é preciso paciência. Há uma teoria que defende que para nos tornamos especialistas em algo são necessárias10.000 horas de prática. A comunicação não é diferente; para te tornares um grande comunicador tens de colocar lá as horas, e dar atenção aos pequenos detalhes para poderes melhorar constantemente.
Recomendo-te vivamente a leitura completa artigo do Nido: How To Be An Effective Communicator
Fica bem,
R.
P.S. Se gostas-te deste artigo subscreve as actualizações por email para não perderes os próximos.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Toastmasters 101 - Percurso de Liderança
Programa de liderança base
Num clube Toastmastes adquires competências de liderança executando funções nas sessões e na administração do clube.O manual “Competent Leadership” é a base do percurso de liderança. Contém dez projectos, que completas executando funções nas sessões do clube. Um avaliador irá dar-te feedback em cada projecto, ajudando-te a melhorar. Ao terminares este manual és reconhecido pela Toastmasters International com a distinção de “Competent Leader” (CL)
Programas de liderança avançados
Após terminares o CL, podes continuar o teu percurso de liderança efectuado os programas de liderança avançados. Ao trabalhar os manuais avançados, vais melhorar as tuas competências de liderança e tornar-te elegível para os prémios (reconhecimento) “Advanced Leader Bronze” (ALB) e “Advanced Leader Silver” (ALS) pela Toastmasters International:Advanced Leader Bronze (ALB)
Para receberes o teu Advanced Leader Bronze (ALB) tens de ter:- Recebido o teu certificado de “Competent Leader” (CL)
- Recebido o teu Certificado de “Competent Communicator” (CC)
- Servido pelo menos seis meses como officer de um clube (president, vice president education, vice president membership, vice president public relations, secretary, treasurer ou sergeant at arms) e ter participado na elaboração do Club Success Plan.
- Enquanto officer do clube, ter participado no plano de formação promovido pelo Distrito
- Conduzido duas ou mais apresentações dos programas The Successful Club e/ou The Leadership Excellence
Advanced Leader Silver (ALS)
Para receberes o teu Advanced Leader Silver (ALS) tens de ter:- Recebido o teu certificado de “Advanced Leader Bronze” (ALB)
- Servido um termo completo como um officer do distrito (district governor, lieutenant governor, public relations officer, secretary, treasurer, division governor ou area governor). A duração total é definida como tendo servido, no mínimo, a partir de 1 de Setembro a 30 de Junho. Se tomares posse depois do dia 1 de Setembro não te qualificas como tendo cumprido um mandato completo.
- Completado o programa “High Performance Leadership”
- Servido com sucesso como mentor, patrocinador ou coach de um clube
High Performance Leadership
O programa High Performance Leadership tem cinco projectos que oferecem instruções e exercícios em áreas de liderança tais como desenvolver uma visão, definição de objectivos e planeamento, desenvolver planos e estratégias, e desenvolvimento de equipas. Também te permite obter feedback sobre as tuas competências de liderança. O programa pode ser executado no teu clube Toastmasters, área ou distrito, ou até mesmo na tua empresa ou comunidade.Podes executar um projecto enquanto officer do teu clube ou do distrito. Ou, se fores colaborador de uma organização, podes executar um projecto de liderança relacionado com as necessidades da tua organização. Outras possibilidades incluem projectos para a comunidade, igreja, associações ou grupos profissionais, ou qualquer outra organização. O projecto pode ser praticamente qualquer coisa, desde que seja legal, ético, e tenha consciência social, e as actividades não sejam executadas em nome da Toastmasters International.
Distinguished Toastmaster (DTM)
O “Distinguished Toastmaster” é o maior reconhecimento que podes obter da Toatsmasters International e reconhece ambos os percursos – o de comunicação e o de liderança. Para receberes o teu “Distinguished Toastmaster” DTM tens de ter:- Recebido o teu certificado de “Advanced Communicator Gold” (ACG)
- Recebido o teu certificado de “Advanced Leader Silver” (ALS)
Termino assim a série de artigos intitulados de Toastmasters 101 para explicar o conceito. Caso ainda tenhas alguma dúvida, deixa um comentário e terei muito gosto em tentar esclarecer.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Toastmasters 101 – Percurso de Comunicação
Como novo membro de um clube Toastmasters, começas o teu percurso trabalhando o Manual “Competent Communication”, que vem incluído no Kit de Novo Membro. Quando terminares este manual podes prosseguir para os manuais avançados.

Quando terminares os dez projectos deste programa estás de parabéns, pois vais ser reconhecido pela Toastmasters International com o Certificado de “Competent Communicator" (CC). Se este for o teu primeiro CC (podes repetir o programa se assim o entenderes), a Toastmasters International oferece-te os dois primeiros manuais dos programas avançados.
Advanced Communicator Bronze (ACB)
Para receberes o teu Advanced Communicator Bronze (ACB) tens de ter:
Advanced Communicator Silver (ACS)
Para receberes o teu Advanced Communicator Silver (ACS) tens de ter:
Advanced Communicator Gold (ACG)
Para receberes o teu Advanced Communicator Gold (ACG) tens de ter:
Para receberes os próximos posts da série Toastmasters 101 confortavelmente na tua conta de email e em primeira mão, subscreve as actualizações por email.
Fonte: Toastmasters International
Manual “Competent Communication”
Este manual contém dez projectos (que se traduzem em dez discursos que vais entregar no teu clube), que te vão ajudar a desenvolver as competências básicas de comunicação. No final deste programa deverás ter adquirido competências relacionadas com o uso do humor, expressão corporal, contacto visual, organização do discurso e a entrega em geral.Quando terminares os dez projectos deste programa estás de parabéns, pois vais ser reconhecido pela Toastmasters International com o Certificado de “Competent Communicator" (CC). Se este for o teu primeiro CC (podes repetir o programa se assim o entenderes), a Toastmasters International oferece-te os dois primeiros manuais dos programas avançados.
Programas Avançados
Após terminares o CC, podes começar a trabalhar nos manuais dos programas avançados. Há quinze manuais disponíveis, cada um contem cinco projectos. Muitos dos manuais são orientados para o desenvolvimento profissional. Escolhes os manuais que queres trabalhar com base nas competências que queres melhorar. Ao trabalhar os manuais avançados, vais melhorar as tuas competências de comunicação e tornar-te elegível para vários prémios (reconhecimentos) pela Toastmasters International:Advanced Communicator Bronze (ACB)
Para receberes o teu Advanced Communicator Bronze (ACB) tens de ter:
- Recebido o teu Certificado de “Competent Communicator" (CC)
- Concluído dois manuais dos programas avançados
Advanced Communicator Silver (ACS)
Para receberes o teu Advanced Communicator Silver (ACS) tens de ter:
- Recebido o teu Certificado de “Advanced Communicator Bronze" (ACB)
- Concluído mais dois manuais dos programas avançados
- Conduzido duas ou mais apresentações das séries The Better Speaker e/ou The Successful Club
Advanced Communicator Gold (ACG)
Para receberes o teu Advanced Communicator Gold (ACG) tens de ter:
- Recebido o teu Certificado de “Advanced Communicator Silver" (ACS)
- Concluído mais dois manuais dos programas avançados
- Conduzido uma ou mais apresentações das séries Success/Leadership, Success/Communication ou uma Youth Leadership
- Apoiado um novo membro nos seus três primeiros projectos
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Fonte: Toastmasters International
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Toastmasters 101 – Missão, Visão e Valores
Missão
Toastmasters International é o movimento líder dedicado a tornar a comunicação oral eficaz uma realidade mundial.Através dos seus clubes, a Toastmasters International ajuda homens e mulheres a aprenderem a arte de falar, ouvir e pensar - competências essenciais que promovem a auto-realização, aumentam o potencial de liderança, promovem a compreensão humana, e contribuem para o aperfeiçoamento da humanidade.
É fundamental para esta missão que a Toastmasters International expanda continuamente a sua rede de clubes, proporcionando assim, a cada vez a mais pessoas, a possibilidade de beneficiarem deste programa.
Visão
A Toastmasters International ajuda as pessoas a atingir o seu potencial máximo e a realizar os seus sonhos.Através da sua rede de clubes, pessoas em todo o mundo podem melhorar as suas competências de comunicação e liderança, e encontrar a coragem para mudar.
Valores
Os principais valores da Toastmasters International são integridade, dedicação à excelência, serviço aos membros, e respeito pelo indivíduo.Estes são valores dignos de uma grande organização, e devem ser integrados, como ancoras, em todas as decisões tomadas.
Estes valores servem não apenas como orientação, mas também para avaliar as operações, o planeamento, e a visão para o futuro.
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Fonte: Toastmasters International
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Toastmasters 101 - O que são os Toastmasters?
A sessão
A maioria dos clubes Toastmasters tem entre vinte e quarenta membros, que se reúnem semanalmente ou quinzenalmente em sessões de uma a duas horas. Os participantes praticam e adquirem competências de comunicação e liderança assumindo funções nas sessões. As funções vão desde entregar um discurso preparado ou de improviso, a controlar o tempo ou avaliar um discurso.Como funciona?
Numa sessão Toastmasters aprende-se fazendo. Num ambiente acolhedor e divertido, os membros reúnem-se para praticarem técnicas de falar em público.Os membros adquirem competências de comunicação seguindo o manual que vem com o Kit de novo membro. Neste programa terás a oportunidade de efectuar dez discursos, ao teu ritmo e com temas à tua escolha, desenhados especificamente para adquirires as competências básicas para falar em público.
Os participantes adquirem competências relacionadas com o uso do humor, expressão corporal, contacto visual, organização do discurso e a entrega em geral.
Quando terminares este manual, podes escolher entre 15 manuais avançados para adquirir competências relacionadas com interesses específicos, tais como – Contar Histórias; Falar para Informar; Falar para Entreter; Falar em Televisão, entre outros.
Os membros também adquirem competências de liderança, assumindo vários tipos de funções nas sessões e assumindo funções na gestão do clube e da área. No Kit de novo membro, juntamente com o manual de comunicação, vem também o manual de liderança, com orientações e boas práticas para o desempenho das diversas funções necessárias para o bom funcionamento de uma sessão.
Seguindo a abordagem aprender fazendo, numa sessão Toastmasters não são dadas aulas de liderança. Os membros, ao executarem funções na sessão, aprendem a dar feedback construtivo, conduzir uma reunião, e controlar o tempo com eficácia.
Não há instrutores nas reuniões Toastmasters - Os membros avaliam as apresentações uns dos outros. Este processo de feedback é parte fundamental do sucesso do programa. Os participantes da sessão têm ainda oportunidade de entregar discursos de improviso, conduzir a sessão, servir nas várias funções de liderança e aprender a controlar o tempo.
Como podes tornar-te membro?
Antes de te tornares membro de um clube Toastmasters, aconselho-te a assistires a uma ou duas sessões para perceberes o conceito e decidires se é o local certo para ti. Cada clube tem uma personalidade própria, caso tenhas a possibilidade de visitar mais do que um clube, recomendo que o faças. Vai ao site da Toastmasters International para obteres a lista dos clubes que existem actualmente em Portugal.Após assistires como convidado a uma ou duas sessões, submete a tua inscrição ao clube. A idade mínima para te juntares a um clube Toastmasters é 18 anos.
No final da sessão fala com o Sargent at Arms (pessoa responsável por organizar a sessão), ou com o Vice President for Memebership (pessoa responsável pelo acolhimento dos novos membros), demonstrando o teu interesse em juntares-te ao clube. Eles irão explicar-te o processo para o fazeres.
No Invicta Toastmasters Club os custos de inscrição são:
- 15 Euros de jóia de inscrição
- 50 Euros de semestralidade
Após a tua inscrição ter sido submetida pelo clube à Toastmasters International, irás receber o Kit de novo membro, na morada que indicaste, no prazo de dez dias úteis.
Há clubes que não submetem as inscrições de imediato, efectuando este procedimento quinzenalmente ou mensalmente, para reduzir os custos relacionados com a transferência bancária. Se for o caso, poderá demorar mais de dez dias úteis até receberes o kit de novo membro.
O teu primeiro projecto
O teu primeiro projecto num clube Toastmasters é o Ice Breaker. Este é o único projecto que já tem o tema escolhido, que é dares-te a conhecer aos membros do clube. Os objectivos deste projecto são:- Teres o primeiro contacto com uma plateia;
- Perceberes as competências de comunicação que já possuis e aquelas que podes melhorar.
Fala com o Vice President for Education (pessoa responsável por agendar os discursos), para marcar o teu Ice Breaker o mais cedo possível.
Parabéns, a experiência que vai mudar a tua vida ainda agora começou. Aperta o cinto de segurança e desfruta da viagem!
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Fonte: Toastmasters International
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Toastmasters 101 - Um pouco de história
Tudo começou em 1924 numa cave da Young Men's Christian Association (YMCA) de Santa Ana, Califórnia, pelas mãos de Ralph C. Smedley.
Smedley começou a trabalhar como director de educação da YMCA de Santa Ana e rapidamente percebeu que muitos dos jovens precisavam de lições na arte de falar em publico, e quis ajuda-los.
Ele decidiu criar um formato de reuniões semelhante a um clube social. No início dos anos 1900 a palavra "toastmaster" referia-se à pessoa que propõe o brinde e apresenta os oradores num banquete. Smedley nomeou o seu grupo «The Toastmasters Club», porque considerou que sugeria um ambiente social agradável e atraente para os jovens membros.
Quando Smedley iniciou o grupo Toastmasters em Santa Ana, Califórnia, os membros começaram a treinar as suas competências de comunicação num ambiente informal, amistoso e suportivo. O clube floresceu. A palavra sobre o clube de Smedley na YNCA espalhou-se e rapidamente pessoas de outras comunidades, e mesmo de outros estados, começaram a pedir autorização para criar o seu próprio clube.
Em 1930 os clubes pioneiros já tinham criado uma federação para ajudar a coordenar as actividades e criar um programa standard. A organização tornou-se internacional quando um clube em New Westminster, British Columbia, Canada mostrou interesse em aderir ao conceito.
Uma série de espaços para escritório foram alugados no sul da Califórnia para servir de sede à Toastmasters International até 1962. Nesse ano a equipa mudou-se para um edifício em Santa Ana, que viria a ser a primeira Sede Mundial da organização, não muito longe da YMCA onde o clube se reuniu pela primeira vez.
Durante as três décadas seguintes, o número de clubes cresceu, e assim surgiu a necessidade de uma equipa maior para servi-los. A Sede Mundial em 1990 mudou-se para um novo edifício em Rancho Santa Margarita, Califórnia, cerca de 20 quilómetros ao sul de Santa Ana.
A evolução dos programas e recursos educativos têm um papel fundamental no sucesso da Toastmasters International e do seu crescimento. O programa tem expandido desde os 15 projectos do Manual Básico desenvolvido por Smedley, para incluir outros materiais para ajudar os membros a desenvolver competências de ouvir, dar feedback, tomar decisões, delegar e mentoring.
Com mais de 12.500 clubes e mais de 260.000 membros em 113 países, as reuniões de Ralph Smedley numa cave da YMCA continuam a prosperar no século XXI.
Para receberes os próximos posts da série Toastmasters 101 confortavelmente na tua conta de email e em primeira mão, subscreve as actualizações por email.
Fonte:
Toastmasters International
Smedley começou a trabalhar como director de educação da YMCA de Santa Ana e rapidamente percebeu que muitos dos jovens precisavam de lições na arte de falar em publico, e quis ajuda-los.
Ele decidiu criar um formato de reuniões semelhante a um clube social. No início dos anos 1900 a palavra "toastmaster" referia-se à pessoa que propõe o brinde e apresenta os oradores num banquete. Smedley nomeou o seu grupo «The Toastmasters Club», porque considerou que sugeria um ambiente social agradável e atraente para os jovens membros.
Quando Smedley iniciou o grupo Toastmasters em Santa Ana, Califórnia, os membros começaram a treinar as suas competências de comunicação num ambiente informal, amistoso e suportivo. O clube floresceu. A palavra sobre o clube de Smedley na YNCA espalhou-se e rapidamente pessoas de outras comunidades, e mesmo de outros estados, começaram a pedir autorização para criar o seu próprio clube.
Em 1930 os clubes pioneiros já tinham criado uma federação para ajudar a coordenar as actividades e criar um programa standard. A organização tornou-se internacional quando um clube em New Westminster, British Columbia, Canada mostrou interesse em aderir ao conceito.
Uma série de espaços para escritório foram alugados no sul da Califórnia para servir de sede à Toastmasters International até 1962. Nesse ano a equipa mudou-se para um edifício em Santa Ana, que viria a ser a primeira Sede Mundial da organização, não muito longe da YMCA onde o clube se reuniu pela primeira vez.
Durante as três décadas seguintes, o número de clubes cresceu, e assim surgiu a necessidade de uma equipa maior para servi-los. A Sede Mundial em 1990 mudou-se para um novo edifício em Rancho Santa Margarita, Califórnia, cerca de 20 quilómetros ao sul de Santa Ana.
A evolução dos programas e recursos educativos têm um papel fundamental no sucesso da Toastmasters International e do seu crescimento. O programa tem expandido desde os 15 projectos do Manual Básico desenvolvido por Smedley, para incluir outros materiais para ajudar os membros a desenvolver competências de ouvir, dar feedback, tomar decisões, delegar e mentoring.
Com mais de 12.500 clubes e mais de 260.000 membros em 113 países, as reuniões de Ralph Smedley numa cave da YMCA continuam a prosperar no século XXI.
Para receberes os próximos posts da série Toastmasters 101 confortavelmente na tua conta de email e em primeira mão, subscreve as actualizações por email.
Fonte:
Toastmasters International
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Toastmasters 101 – Como foi o meu primeiro dia
As pessoas perguntam-me frequentemente o que é isso dos Toastmasters, como funciona, e o que podem aprender juntando-se à organização.
Para clarificar as coisas decidi escrever uma serie de posts, que designei de Toastmasters 101, para esclarecer o conceito. Este é o primeiro. Subscreve as actualizações por email para não perderes pitada.
Antes de continuares quero esclarecer que a organização Toastmasters não tem nada a ver com a confecção de torradas. Se vieste aqui para aprender a fazer boas torradas estás no sitio errado, clica aqui e bom apetite.
Se por outro lado o que te trouxe aqui foi a vontade de melhorares as tuas competências de comunicação e liderança então estás no sítio certo, continua a ler.
Enviei-lhes um email a perguntar qual o procedimento para me tornar membro, e em resposta fui convidado a assistir a uma sessão para perceber o conceito e depois decidir se pretendo ou não juntar-me ao clube.
No dia combinado, depois de andar praticamente uma hora às voltas para encontrar a EGP, lá consigo dar com aquilo. A sessão nesse dia iria decorrer no AB, um auditório fantástico, com um disposição estilo fórum e com som e projecção incorporados no próprio ambiente. Fiquei realmente impressionado com a qualidade das instalações.
Entro no auditório, um bocado a medo por estar muito alem da minha zona de conforto, e de imediato sou cumprimentado com entusiasmo e boa disposição por um membro do clube, que me acolheu, explicou sucintamente como funciona a sessão, e indicou-me um local para me sentar.
O que me cativou mais nestes discursos foi o facto de não terem sido perfeitos, acalmando o meu receio de que poderia existir uma distância muito grande entre mim e os membros do grupo. Este facto fez com que sentisse que existia ali um lugar para mim.
De seguida fizemos uma pequena pausa para cada um de nós individualmente avaliar os discursos. A princípio tinha ideia de não avaliar os discursos por não me sentir «à vontade» para o fazer, mas nesta fase já estava mais descontraído, e como as grelhas de avaliação são fácies de preencher decidi faze-lo.
Após o discurso do primeiro voluntário, fui desafiado a participar nos Table Topics. Como nunca fui de recusar um desafio, lá fui eu para o palco sem saber que objecto me iria sair. Um pisa papéis! Que raio há para dizer sobre um pisa papeis!? Comecei por descrever o objecto que tinha na mão, o que deve ter dado para uns quinze a vinte segundos, depois contei uma história sobre um pisa papéis que um dia me deram, o que deve ter dado outros quinze a vinte segundos. Comecei a achar que o timekeeper (a pessoa que controla o tempo numa sessão Toastmasters) estava distraído, nunca pensei que um minuto pudesse demorar tanto tempo a passar! Expliquei para que é que serve um pisa papéis para o caso de alguém não saber e passei mais tempo a olhar para o objecto do que para a audiência, mas lá consegui aguentar um minuto, o tempo mínimo necessário para se concluir um Table Topic com sucesso.
Deus deve realmente ter um sentido de humor doentio, pois na altura achei esta experiência extremamente divertida, (ainda hoje o Table Topics é a minha parte preferida numa sessão Toastmasters).
O avaliador começou por explicar que esta avaliação era a sua opinião pessoal e que poderá não coincidir com a opinião dos outros participantes na sessão. De seguida enumerou os pontos do discurso em que considerou que o orador esteve particularmente bem. Seguiu enumerando os pontos em que o orador podia melhorar dando sugestões de melhoria. Por fim terminou fazendo um resumo da sua avaliação e incentivando o orador a prosseguir para o próximo discurso.
Após a avaliação específica, o Timekeeper e o Ah! Counter entregaram também as suas avaliações.
Para terminar a sessão um membro do clube, designado por General Evaluator, efectuou uma avaliação geral da sessão, tendo em consideração aspectos relacionados com a preparação da sessão, a condução da mesma e as avaliações dos discursos preparados. Para além desta avaliação, o General Evaluator fez também uma breve avaliação dos Table Topics.
No dia seguinte recebi um email do clube a agradecer a minha participação e a explicar como proceder para formalizar a inscrição. Quinze dias depois participei na minha segunda sessão Toastmasters, desta vez já como membro.
Para receberes os próximos posts da série confortavelmente na tua conta de email e em primeira mão, subscreve as actualizações por email.
Para clarificar as coisas decidi escrever uma serie de posts, que designei de Toastmasters 101, para esclarecer o conceito. Este é o primeiro. Subscreve as actualizações por email para não perderes pitada.
Antes de continuares quero esclarecer que a organização Toastmasters não tem nada a ver com a confecção de torradas. Se vieste aqui para aprender a fazer boas torradas estás no sitio errado, clica aqui e bom apetite.
Se por outro lado o que te trouxe aqui foi a vontade de melhorares as tuas competências de comunicação e liderança então estás no sítio certo, continua a ler.
Como cheguei aos Toastmasters
Tudo começou em 2007 ao ler o livro Fundamentals of Technology Project Management, um excelente livro sobre gestão de projectos tecnológicos que me permitiu consolidar os conhecimentos que fui adquirindo ao longo dos anos. Neste livro a autora Colleen Garton faz uma referência aos Toastmasters, que passo a citar:“If you need help with overcoming your fear of public speaking, or you would like to improve your ability to “think on your feet” during meetings and presentations, organizations like Toastmasters are excellent for increasing one’s skill, confidence, and comfort level with public speaking. More information on Toastmasters is available at http://www.toastmasters.org/.”Foi nesta altura, em Março de 2007, que ouvir falar dos Toastmasters pela primeira vez. Fui ao referido site, procurei clubes em Portugal, e por sorte encontrei o Oporto Toastmasters Club. Digo por sorte porque o clube tinha sido criado em Novembro de 2006, caso tivesse lido o livro uns meses antes (ele já estava na minha prateleira há algum tempo) não o teria encontrado porque ainda não existia e nunca mais pensava no assunto. O que me leva a concluir que procrastinar nem sempre é mau.
Enviei-lhes um email a perguntar qual o procedimento para me tornar membro, e em resposta fui convidado a assistir a uma sessão para perceber o conceito e depois decidir se pretendo ou não juntar-me ao clube.
No dia combinado, depois de andar praticamente uma hora às voltas para encontrar a EGP, lá consigo dar com aquilo. A sessão nesse dia iria decorrer no AB, um auditório fantástico, com um disposição estilo fórum e com som e projecção incorporados no próprio ambiente. Fiquei realmente impressionado com a qualidade das instalações.
Entro no auditório, um bocado a medo por estar muito alem da minha zona de conforto, e de imediato sou cumprimentado com entusiasmo e boa disposição por um membro do clube, que me acolheu, explicou sucintamente como funciona a sessão, e indicou-me um local para me sentar.
A Sessão
A minha primeira sessão Toastmasters foi muito especial, não pelo facto de terem recebido a minha visita, mas sim por terem recebido a visita do governador de área da altura, que abriu a sessão com uma apresentação muito divertida para nos ajudar a todos a descontrair. A apresentação era literalmente para nos ajudar a descontrair, pois colocou toda a gente a fazer exercícios de relaxamento.Os Discursos
Passamos então aos discursos preparados. Lembro-me de dois discursos - um discurso muito interessante com dicas para comprar casa, e o outro, um discurso muito bem-humorado sobre as particularidades e dificuldades de se ser estrangeiro. Não me recordo se nesta sessão houve mais algum discurso preparado, já passaram quase três anos, e a minha memória já não é o que era.O que me cativou mais nestes discursos foi o facto de não terem sido perfeitos, acalmando o meu receio de que poderia existir uma distância muito grande entre mim e os membros do grupo. Este facto fez com que sentisse que existia ali um lugar para mim.
De seguida fizemos uma pequena pausa para cada um de nós individualmente avaliar os discursos. A princípio tinha ideia de não avaliar os discursos por não me sentir «à vontade» para o fazer, mas nesta fase já estava mais descontraído, e como as grelhas de avaliação são fácies de preencher decidi faze-lo.
Os Table Topics
Seguiram-se os Table Topics, a parte da sessão em que temos oportunidade de praticar falar de improviso. Um membro do clube foi para o palco com um saquinho na mão, explicou que dentro do saquinho tinha vários objectos e que o objectivo era o orador tirar um objecto à sorte de dentro do saquinho e entregar um discurso de um a dois minutos que estivesse relacionado com o objecto em questão. Depois incentivou à participação pedindo voluntários «corajosos» para a missão.Após o discurso do primeiro voluntário, fui desafiado a participar nos Table Topics. Como nunca fui de recusar um desafio, lá fui eu para o palco sem saber que objecto me iria sair. Um pisa papéis! Que raio há para dizer sobre um pisa papeis!? Comecei por descrever o objecto que tinha na mão, o que deve ter dado para uns quinze a vinte segundos, depois contei uma história sobre um pisa papéis que um dia me deram, o que deve ter dado outros quinze a vinte segundos. Comecei a achar que o timekeeper (a pessoa que controla o tempo numa sessão Toastmasters) estava distraído, nunca pensei que um minuto pudesse demorar tanto tempo a passar! Expliquei para que é que serve um pisa papéis para o caso de alguém não saber e passei mais tempo a olhar para o objecto do que para a audiência, mas lá consegui aguentar um minuto, o tempo mínimo necessário para se concluir um Table Topic com sucesso.
Deus deve realmente ter um sentido de humor doentio, pois na altura achei esta experiência extremamente divertida, (ainda hoje o Table Topics é a minha parte preferida numa sessão Toastmasters).
As Avaliações
Seguiu-se a parte de avaliação dos discursos preparados. Cada orador tem um avaliador específico responsável por avaliar o discurso e dar feedback construtivo. Existem ainda dois avaliadores «especiais»: o Timekeeper, de que já falei previamente, responsável por controlar o tempo dos discursos, e o Ah! Counter, responsável por anotar todas as pequenas muletas, verbais ou não verbais, que atrapalham a comunicação, tais como: o repetir ou arrastar de palavras, o olhar ausente, o deambular sem sentido pela sala, o coçar a cabeça, entre outras.O avaliador começou por explicar que esta avaliação era a sua opinião pessoal e que poderá não coincidir com a opinião dos outros participantes na sessão. De seguida enumerou os pontos do discurso em que considerou que o orador esteve particularmente bem. Seguiu enumerando os pontos em que o orador podia melhorar dando sugestões de melhoria. Por fim terminou fazendo um resumo da sua avaliação e incentivando o orador a prosseguir para o próximo discurso.
Após a avaliação específica, o Timekeeper e o Ah! Counter entregaram também as suas avaliações.
Para terminar a sessão um membro do clube, designado por General Evaluator, efectuou uma avaliação geral da sessão, tendo em consideração aspectos relacionados com a preparação da sessão, a condução da mesma e as avaliações dos discursos preparados. Para além desta avaliação, o General Evaluator fez também uma breve avaliação dos Table Topics.
Encerramento da sessão e Follow-up
Após o encerramento da sessão, os participantes tiveram algum tempo para trocar impressões e entregar as suas avaliações aos oradores.No dia seguinte recebi um email do clube a agradecer a minha participação e a explicar como proceder para formalizar a inscrição. Quinze dias depois participei na minha segunda sessão Toastmasters, desta vez já como membro.
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Como Eliminar o Medo de Falar em Público
“The Human Brain starts working the moment you are born and never stops until you stand up to speak in public!~ Sir George Jessel
Quando fiz o meu Icebreaker no Oporto Toastmasters Club não tive a preocupação de me preparar, o objectivo deste discurso era falar sobre mim e dar-me a conhecer ao clube, afinal de contas não conheço ninguém mais qualificado para o fazer do que eu, falar sobre mim não pode ser assim tão difícil, certo?
No fim-de-semana anterior ao discurso escrevi numa folha de papel, por ordem cronológica, os principais tópicos que queria abordar, li-os duas ou três vezes, e depois fui treinado mentalmente até me sentir preparado.
Quando chegou finalmente o grande momento, estava em frente da audiência, que me apoiava com o olhar e com uma expressão que diziam “Força Ricardo, sei que vais conseguir!”. As minhas mãos tremiam e a transpiravam, o olhar tornou-se vago, o ritmo cardíaco aumentou, e comecei a recear desmaiar ali mesmo, em frente a toda a gente. Não sei bem como, lá consegui começar a falar, as palavras saíam a custo, em catadupa, tudo o que queria era terminar e sair dali o mais rápido possível.
Todos nós sentimos medo quando falamos em público, a única diferença entre os oradores experientes e os noviços é que os oradores experientes sabem como tirar partido da situação.
O medo é controlado pela amígdala, a zona mais primitiva do nosso cérebro, e sobre a qual temos pouco controlo. Na época em que tínhamos de nos defender de tigres dente de sabre, a amígdala foi responsável pela nossa sobrevivência. Quando nos deparamos com uma situação ameaçadora, ela dispara e o nosso corpo reage, não há muito que possamos fazer relativamente a isso, e é bom que assim seja, se de repente fores atacado por um bando de zombies esfomeados, desesperados por transformar a tua preciosa carne em rojões à moda do Minho, queres ter a esponsabilidade de conscientemente decidir o quanto deverás aumentar o teu ritmo cardíaco, e que músculos disparar primeiro para começar a movimentar-te de forma a conseguires fugir?
Quando estamos em frente a uma plateia para falar em público, experimentamos uma sensação de medo porque pressentimos que não há muito que possamos fazer se a audiência reagir de forma negativa. Receamos ser ridicularizados, e receamos falhar. No entanto, contrariamente à nossa percepção, na maior parte dos casos a audiência quer que tenhamos sucesso, ignorando muitas das falhas que possamos ter, desde que o conteúdo seja interessante.
Curiosamente, pode haver pouca diferença biológica entre o medo do fracasso e a antecipação do sucesso. No seu excelente livro Brain Rules
Se a reacção do corpo ao medo e à excitação é a mesma, compete-nos a nós decidir como nos vamos sentir. Se o corpo não consegue distinguir a diferença, compete-nos a nós utilizar os nossos instintos para nos ajudarem em vez de nos prejudicarem.
Comprar um livro sobre técnicas de natação e um fato de banho não é suficiente para aprender a nadar, para aprenderes a nadar tens de efectivamente saltar para dentro de água. Da mesma forma, para controlares o medo de falar em público, tens de falar em público. Pratica sempre que tiveres oportunidade, falar diante de uma plateia tende a minimizar o medo do público, assim como a prática da natação levará a confiança e facilidade na água. À medida que fores ganhando confiança vais aprender a tirar partido da energia que o teu corpo te disponibiliza para transformar o medo de falar em público em excitação.
Uma excelente forma de praticares, num ambiente descontraído e construtivo é num clube Toastmasters, existem vários clubes em Portugal espalhados por todo o país. Procura o clube mais próximo de ti e pede para assistires a uma sessão como convidado.
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Este post foi baseado no capitulo "The Attack of the Butterflies" do livro Confessions of a Public Speaker
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